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  • Mai | 2014
  • Incendiar ônibus é crime

  • Postado por Comunicacao
  • O número de ataques a ônibus neste ano já é maior do que o registrado em todo o ano passado nas duas maiores cidades do país. A notícia alarmante desse crime que se tornou comum deixa algumas perguntas no ar. A quem interessam esses atos de vandalismo? Que tipo de protesto pode justificar tamanha violência cujos maiores prejudicados são os passageiros? 

     

    Em São Paulo, onde há a média é de um ataque a cada dois dias, o principal motivo é a reação a operações da polícia. Só este ano, já foram 66 ataques a ônibus na capital paulista, mais do que o número registrado em todo o ano passado. Em todos os boletins de ocorrência de 2014, relatos dos policiais mostram que 45 casos foram motivados por vingança, por conta de ações policiais que terminaram com suspeitos presos, feridos ou mortos.

     

    No meio desse fogo cruzado entre policiais e justiceiros estão os trabalhadores que dependem do transporte público para ganhar o pão de cada dia. Além de circularem com medo, os usuários do transporte coletivo sofrem com a diminuição do número da frota circulante e com a mudança de percurso de algumas linhas (estratégia usada por algumas empresas para tentar fugir da violência). 

     

    Para as empresas que operam o sistema de transporte os atos geram perda financeira – e o prejuízo não é pequeno, já que o preço dos coletivos varia de R$ 300 mil a R$ 1 milhão. Diante dessa conta, inclusive, os empresários de transporte urbano, já prevendo um crescimento exponencial dos ataques a ônibus pelo país com a proximidade da Copa do Mundo, ameaçam parar durante os jogos para evitar prejuízos maiores. 

     

    Pergunto: quem, mais uma vez, pagará a conta do vandalismo? Quem precisar voltar para casa depois do trabalho ou chegar nele, nos dias que a bola rolar. Pensando nisso, o SPUrbanuss (Sindicato das Empresas de Transporte Coletivo Urbano de Passageiros de São Paulo) criou a campanha “Ônibus queimado não leva a lugar nenhum”, com o objetivo de promover a conscientização e orientar a sociedade para que denuncie qualquer ato criminoso e de vandalismo contra o transporte público. 

     

    Assista (http://zip.net/bdnmrS ) e ajude a propagar essa ideia. Outra causa para defender é o projeto de Lei que está tramitando no Senado que prevê qualificar o ato de incêndio aos veículos de transporte coletivo como terrorismo. De acordo com o Projeto de Lei n°. 499 de 2013, cujo relator da matéria é o senador Eunício Oliveira (PMDB/CE), a pena pode variar de 15 a 30 anos de reclusão, podendo aumentar um terço se o crime for praticado no transporte público coletivo. 



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