O calendário nesta década tem sido responsável por boas perspectivas de transportes para o Rio, nos próximos anos, com vista aos Jogos Olímpicos Militares, os próximos, a Copa do Mundo em 2014 e a Olimpíada em 2016, que estão a exigir alavancagem de obras necessárias para as futuras competições e o êxito para o Brasil, que precisa provar sua capacidade para empreitadas do gênero.
Um dos principais itens em que a Fifa vem batendo firme é para que se tenha excelência nos transportes, a fim de facilitar a circulação das delegações e de turistas que estarão presentes nos certames. Mas se tudo vier a ser construído, como todos esperam, os usuários nacionais e internacionais de transportes públicos do Rio de Janeiro poderão sentir-se num verdadeiro paraíso, pelo menos, num primeiro momento.
Muito embora razoáveis investimentos estejam previstos a fim de que as obras sejam concluídas para os Jogos Olímpicos, sabe-se que os custos serão mastodônicos. O ano de 2012 tem sido repetido por gestores e responsáveis pela operacionalização de transportes como uma data na qual os trens, o metrô, as barcas, os bondes e o trem do Corcovado vão beneficiar o fluxo turístico e, bem assim, com a participação efetiva do governo federal, para a implementação das obras. Adotarem-se medidas conectas para que o modal rodoviário venha a integrar o sistema de transportes na cidade do Rio de Janeiro é preciso já!
Os jogos serão o grande gancho no sentido de que a qualidade de circulação seja uma realidade para diminuir o sofrimento da população. Racionalizar corredores de ônibus por toda a cidade se faz necessário, dentro da temática da mobilidade social, neste século.
Desde o governo do então estado da Guanabara que se vêem as vantagens das linhas Vermelha e Amarela, implantadas pela ampla visão do governador Carlos Lacerda, nos idos de 1960, para que o trânsito fluísse melhor por essas linhas e pelas projetadas. Porém, apenas essas duas foram construídas.
O transporte marítimo, desde há muitos anos, é precário, pois as embarcações (barcas e catamarãs) circulam superlotadas, carecendo de melhorias a curto prazo para o deslocamento de cerca de 100 mil pessoas que cruzam a baía diariamente.
Para que tudo isso aconteça é preciso que as autoridades se mobilizem em parcerias, inclusive os empresários de ônibus, ícones de transporte, que não podem atuar sozinhos. Por outro lado, está prevista a implantação da Linha 1-A do metrô, que, há poucos meses, acabou com a baldeação dos passageiros da Linha 2 no Estácio, o que gerou no início causou muita confusão. Em verdade, de 550 mil passageiros o metrô passou para 620 mil, por dia, com o mesmo número de composições de carros em circulação. A direção da Cia prevê que a frota será aumentada de 19 trens-composição, com a encomenda de 114 novos carros pelo governo do estado, já em fabricação na China.
Hoje, temos trens circulando a cada três minutos, entre as estações Central e Botafogo, mas, quando tivermos as composições partindo da Barra, unindo a Zona Sul até as estações Saens Peña (Uruguai) e Pavuna, pelas distâncias e o aumento considerável de usuários, o intervalo terá que ser de dois minutos, pois, com a oferta, prevê-se transportar 1,1 milhão passageiros por dia.
Espera-se também que a SuperVia chegue a 1,2 milhão passageiros/dia. As autoridades têm que estar irmanadas, pois uma empreitada como esta tem que ser em parceria e com a participação efetiva do governo federal, na pessoa do futuro presidente, pois é o que foi prometido na campanha.
Fonte: Genésio Pereira dos Santos - diretor de Administração e Finanças do Movimento de Preservação Ferroviária - Jornal do Brasil - RJ